terça-feira, 25 de junho de 2013

Profissão Astrólogo Parte 1


A Astrologia é um assunto dificílimo de abordar. Não porque existam lacunas, como a maioria das pessoas com conhecimento científico crê, mas justamente por não haver, neste momento histórico, muita abertura para diálogos sobre quaisquer situações ou conceitos subjetivos.
O mundo atual, considerado sério e confiável, se alimenta - e nos alimenta - de suas heranças, entre elas o Iluminismo e o Positivismo. Não estou, de maneira alguma, julgando o fato de que as questões ocultas e/ou metafísicas não têm valor equivalente aos científicos; estou, apenas, constatando-o. A Astrologia, para quem a pratica, não é considerada oculta no sentido místico, ela é, apenas, um conhecimento velado para nossa cultura. Neste contexto, surge a primeira dificuldade: a terminologia. Entre astrólogos, ainda que afins em estilo, há divergências neste sentido. Alguns a consideram uma Arte, outros, uma Ciência Subjetiva ou uma Ciência Natural. Isso considerando conceitos vindos de astrólogos que utilizam a Astrologia Moderna, a mais difundida no Ocidente. Há, ainda, a Astrologia Clássica / Medieval, a Cármica, a Védica. Considerando apenas a Moderna, encontramos diversos estilos e técnicas. É possível, para um astrólogo com vasta experiência, conhecer a maioria das técnicas, porém, por impossibilidade prática, ele se especialize em um pequeno conjunto de técnicas, com o qual se identifica mais ou que julgou mais eficiente. Eu acredito que a escolha individual influencie a terminologia, primeiro por uma falta de consenso "científico" perante a Astrologia, que faz com que a conceituação dela torne-se plástica, mas também porque a Astrologia é muito abrangente, fazendo com que, a cada termos que vemos, percebemos que nenhum é melhor, mais completo ou mais sintético que o outro; são apenas diversas formas de experienciar e praticar essa maravilhosa expressão da humanidade em conjunção com o cosmos.

Veja a Parte 2 aqui.

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